Ministração para as células – semana de 16 a 22/02/2003
Tema: Família de excelência conhecendo o sacerdócio
Texto: I Tm 3.5

Introdução: Onde começa a excelência da família? Em mim; em cada um de nós. Eu sou o motivo da excelência da família. Ora, se dentro de casa alguém não conhece os princípios de Deus, eu posso fazer uma cobrança de mudança ética e moral? Não. Mas o sacerdote e a sacerdotisa devem ter o padrão da excelência que atingirá todo o âmbito familiar.
Tanto o sacerdote quanto a sacerdotisa têm autoridade dentro de casa para fazer declarações que atraiam a glória de Deus. O que você está publicando nos céus da sua casa? Aquilo que falamos nos céus da nossa casa decidem o nível de vida que vamos viver.
Temos a missão de fazer da nossa família um modelo, mas nem sempre temos tido este êxito de fazer da família um referencial de equilíbrio e saúde no relacionamento. Por causa disso, muitos tipos de brechas são abertas e Satanás encontra oportunidade para ferir, macular ou traumatizar o processo de avanço da família.

A família vive por fases:

1. Surgimento: compromisso; noivado; casamento; filhos.

2. Criação dos filhos: parece ser doloroso e difícil amamentar o primogênito, há inexperiência. Posteriormente, vem o segundo, terceiro, etc., e a maturidade vai se estabelecendo.
Hoje, por uma questão de tempo, responsabilidade, consciência de acompanhamento, não podemos ficar colocando crianças no planeta de uma forma irresponsável.
Sabemos que tudo é vontade de Deus, mas Ele deu limites de decisão ao homem, e disse que o espírito do profeta é sujeito ao profeta. Temos limites e desejos que Deus respeita e sabemos que para cada criança existe um tipo de orientação. A orientação do primogênito não serve para o segundo. A do segundo, não serve para o terceiro. E nenhum dos três filhos terá o mesmo comportamento, porque nasceram em tempos e épocas diferentes, por causa dos vários níveis de mudança que o século já experimentou.
Nossos filhos nasceram em um contexto diferente do nosso em todos os aspectos: ético, social, político, econômico, educacional, cultural. Precisamos entender, então, que fazemos absorções diferentes de cada realidade, por isso não podemos cobrar das pessoas que elas respondam da mesma forma. A família vai ficar estabelecida não pelos traumas das fases sociais que vem passando, mas pelos princípios e pela ética que Deus vai colocar no coração de cada sacerdote e sacerdotisa.
Onde começa a excelência da família? Em mim; em cada um de nós. Eu sou o motivo da excelência da família. Ora, se dentro de casa alguém não conhece os princípios de Deus, eu posso fazer uma cobrança de mudança ética e moral? Não. Mas o sacerdote e a sacerdotisa devem ter o padrão da excelência que atingirá todo o âmbito familiar.
A família começará a viver um novo momento a partir de alguém que ouse exercer sua função sacerdotal e impetrar a excelência na sua casa. Muitos de nós, quando nos convertemos, não fomos aplaudidos pelos de nossas casas; pelo contrário, fomos criticados e rejeitados. Mas, cada rejeição que sofremos é um momento de alegria que deve crescer no nosso coração, porque estamos na direção correta e toda a nossa família virá aos pés do Senhor Jesus Cristo.
Deus só precisa de você e mais ninguém para mudar o histórico de sua família. Deus vai começar a reescrever a sua história familiar e toda a sua casa conhecerá o Senhor Deus, porque você é um sacerdote, uma autoridade espiritual delegada para cuidar de um grupo específico.
Cada marido é um sacerdote e cada esposa é uma sacerdotisa que tem autoridade espiritual para cuidar de um grupo chamado família. Porém, a visão do sacerdote, que começa dentro de casa, vai nos mostrar que, primeiramente, o marido cuidará da esposa. O nosso sacerdócio de autoridade só pode ser reconhecido se a esposa estiver recebendo a cobertura. Por isso, Paulo ensina Timóteo e diz que antes de se ministrar na casa do Senhor, deve-se cuidar primeiro da sua própria casa. Isso é uma chamada de atenção de uma responsabilidade familiar: eu preciso cuidar primeiro da minha casa (I Tm. 3:5).
Há maridos que trocam a lâmpada da casa do vizinho, da mãe, do escritório, mas não troca a da sua própria casa. Chega em casa brigando com a esposa, porque a lâmpada ainda está queimada. São maridos bonzinhos, amáveis com os outros. Mas, o treino, a canalização do nosso amor não deve ser, prioritariamente, para o externo, mas para o interno, para o lar. Nossa amabilidade tem que ser verdadeira, só que Satanás roubou e ofuscou a casa, para que não declaremos nosso amor no lar. Aí, aplicamos o amor na faculdade, no trabalho, em lugares que são o nosso meio social, ambiente de freqüência. Mas, quando se trata de casa, há uma rispidez entre cônjuges, entre estes e os filhos, entre os filhos e os pais.
As pessoas são, em parte, resultado de um ambiente. Nós, somos criaturas de hábitos. Existem pessoas que na igreja, sentam apenas em um lugar e às vezes, até se irritam quando não encontram mais lugar ali. Se a pessoa se prende a esse tipo de coisa, é porque está acostumada a viver em aquário. É muito fácil estar num aquário: a rotina é a mesma, a pai-sagem é a mesma, não é necessário se arriscar. Porém, quem nasceu para oceano, não vive em aquário. A nossa família vai sair do aquário e vai entrar no grande oceano, vai crescer em todas as áreas que o Senhor quer que ela cresça.
O Senhor mudará a história da nossa família mudando o hábito do sacerdote e da sacerdotisa. Muitos casamentos estão habituados, acomodados em situações que viraram crônicas e que a psicologia quer dizer: "não tem jeito". Mas, eu quero lhe dizer: há esperança! Tem jeito, pois servimos ao Deus que tudo pode.
Tanto o sacerdote quanto a sacerdotisa têm autoridade dentro de casa para fazer declarações que atraiam a glória de Deus. O que você está publicando nos céus da sua casa? Aquilo que falamos nos céus da nossa casa decidem o nível de vida que vamos viver.
Quando Moisés foi tomar posse da terra prometida juntamente com o povo de Israel, bênçãos e maldições foram profetizadas. Bênçãos para aqueles que ouvissem os mandamentos do Senhor e maldições para aqueles que não os ouvissem. Perceba, porém, que a bênção era liberada do monte Gerizim e a maldição do monte Ebal (Dt. 11:29). É claro que os céus dos dois montes não eram iguais. O que era profetizado no monte Ebal não era profetizado no monte Gerizim. Temos que aprender a profetizar debaixo dos nossos céus. Muitos casamentos permanecem em crise devido o lar ter se transformado no monte Ebal porque as pessoas só liberam palavras de maldição, de derrota.
Vemos em muitos Salmos que Davi colocava diante do Senhor suas crises, suas lutas, mas antes exaltava a grandeza e o poder de Deus. Porém, nós muitas vezes no desespero nos ache-gamos a Deus como se Ele fosse nosso "empregado", queremos dar todas as ordens e definir como tudo deve se resolver. Não é assim, não! Se você gostar, Ele é Deus; se você não gostar, Ele vai continuar sendo Deus; se você achar que Ele é bom, Ele vai ser bom; mas se você achar que Ele não é bom, Ele vai continuar sendo muito bom; se você quiser Ele, Ele lhe quer; se você não quiser, Ele vai continuar querendo. Independente do que você pensa, ou sente, Ele é Deus e continuará sendo eternamente o Todo Poderoso.
Você é sacerdote e precisa se colocar diante de Deus com o coração quebrantado, com a boca cheia da Palavra e não de derrota, do relatório do inimigo. Uma palavra que não está de acordo com o que Deus diz, pode contaminar os céus da nossa casa, da nossa célula, do nosso G12, pois somos sacerdotes.

Conclusão: Deus está nos alertando que vai mudar a nossa família, pois os céus do Senhor já profetizam a Sua glória para os céus da terra. O profeta Isaías só conseguia ver na terra a impureza, mas o Senhor tocou os seus lábios e ele conseguiu ver os serafins dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos e a terra está cheia da sua glória (Isaías 6). O Senhor já vê a sua casa cheia da glória divina. Então, sacerdote, veja assim também, mude o seu discurso e exerça o seu sacerdócio com excelência.


Pr. Gercílio O. Cunha
Pra. Mariuza I. Cunha

 

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